
A oposição obteve sem obstáculos o mínimo de 27 assinaturas para criar no Senado uma CPI destinada a investigar supostas irregularidades no Ministério da Educação. O trabalho da oposição não foi dificultado pelo trabalho habitual do Líder do Governo no Senado, para tentar impedir o apoio à CPI ou convencendo senadores a retirar assinaturas. O problema é que o presidente Jair Bolsonaro está sem Líder do Governo há quatro meses, desde a saída de Fernando Bezerra (PE), em 15 de dezembro.
Figura essencial
A função de Líder do Governo é essencial nas articulações para aprovar ou rejeitar projetos, em nome do Planalto e, claro, para impedir CPIs.
Ministro avançado
O Líder despacha com o presidente da República e participa de reuniões ministeriais. Tem regalias regimentais, em debates travados no plenário.
Recusa virou mico
Após a saída de Bezerra, em 15 de dezembro, o presidente pagou o mico de anunciar o senador Alexandre Silveira (PSD-MG), que declinou.
Não está nem aí
A negligência na escolha do Líder do Governo, segundo aliados, tem a ver com o fato de Bolsonaro não dar importância a esse tipo de auxílio.

DIÁRIO DO PODER- COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO