
Câmara dos Deputados – Foto: Pedro França.
Só pode esperar uma “coerência” da maioria do Congresso: eles apenas aprovarão leis eleitorais que lhes permitam reeleger-se sempre. Foi por isso que os deputados de todas as tendências, da direita à esquerda, ressuscitaram coligações partidárias sem o menor pudor. E mandaram às favas a própria decisão de reduzir espaço para partidinhos de aluguel que servem para drenar dinheiro público para o bolso dos controladores.
Novo frankenstein
Achando pouco, o Congresso aprovou o frankenstein “federação de partidos”, que estende a coligação eleitoral pelo prazo de 4 anos.
Com o rabo preso
A “federação” permitirá aos grandes partidos “prender o rabo” dos nanicos que precisaram da aliança para não desaparecerem.
Barreira no lixo
Além da decisão atrasada de ressuscitar as coligações, o Congresso desfez sua própria decisão de reforçar a “cláusula de barreira”.
Dinheiro, eis a questão
Os “nanicos” estarão na rachadinha do fundão eleitoral (no caso das coligações) e do fundo partidário (nas federações). Só pensam nisso.

Deputado surpreendeu senadores da CPI, que “acusaram o golpe” ao perder a linha. Foto: Jefferson Rudy/Senado
Barros surpreendeu a CPI, que ‘acusou o golpe’
Já no sexto mandato de deputado federal, o experiente líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), acabou por surpreender a maioria oposicionista na CPI da Pandemia. Isso ficou claro quando os senadores “acusaram o golpe” e simplesmente se recusavam a ouvir o que ele tinha a dizer. Mesmo quando tentou mostrar que o depoimento prestado pelo deputado Luiz Miranda (DEM-DF) à Polícia Federal, sobre seu encontro com o presidente Jair Bolsonaro, foi bem diferente daquele levado à CPI.