A nova pesquisa divulgada nesta semana confirmou o que já era esperado: a impopularidade do governo Lula continua em alta, com mais de 50% de rejeição. Esse índice não é apenas um sinal de alerta, mas um grito de urgência para a revisão de políticas e a correção de rumos. No entanto, a Secretaria de Comunicação (Secom) parece mais preocupada em maquiar a realidade do que em enfrentar os problemas do país.
Em contrapartida, o Brasil se encontra à beira de uma crise agravada por inflação elevada, gastos públicos desenfreados, escândalos sucessivos e a crescente intolerância da esquerda ao contraditório, como demonstrado na “campanha” contra a anistia dos presos do 8 de janeiro.
Mas, hoje, quero focar em um caso específico que sintetiza perfeitamente a forma de governar do PT: o chamado “empréstimo de Lula”.
A polêmica teve início com um vídeo da ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, incentivando os brasileiros a aderirem ao “empréstimo de Lula”. A repercussão negativa foi imediata, e o conteúdo logo foi apagado. Mas o estrago já estava feito. A ministra, sem querer, revelou mais uma tentativa do governo de vender como solução uma medida que, na prática, é um verdadeiro engodo.
A proposta foi apresentada como um crédito consignado acessível para ajudar os trabalhadores a quitarem dívidas. No entanto, esconde um detalhe fundamental, pois o dinheiro desse empréstimo já pertence ao próprio trabalhador!
Sim, o governo Lula quer que os brasileiros paguem juros para acessar seu próprio FGTS. Parece absurdo? Pois é exatamente isso que está acontecendo. Os bancos, que já cobram para administrar esse dinheiro, agora foram autorizados a emprestá-lo de volta ao cidadão com juros de 3% ao mês.
Essa prática não é nova. Vale lembrar que o ex-ministro Paulo Bernardo já foi preso por um esquema semelhante envolvendo créditos consignados.
Ao disfarçar essa manobra como um “benefício”, o governo nada mais faz do que permitir que os bancos usem os recursos acumulados no FGTS como garantia para conceder empréstimos aos verdadeiros donos desse dinheiro. O resultado? O trabalhador tem a ilusão de um favor, enquanto paga caro por aquilo que já lhe pertence.
Essa jogada expõe, mais uma vez, o modus operandi do governo petista. Um populismo disfarçado, que, na prática, penaliza os brasileiros e fortalece a própria “ciranda financeira” que a esquerda tanto critica em seus discursos.
O Brasil precisa abrir os olhos. A cada dia, fica mais escancarado que este governo não administra o país para o povo, mas sim para manter seu projeto de poder a qualquer custo. E, enquanto isso, quem paga a conta?
Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil.