Filhos de Fernando Bezerra Coelho (MDB) não valoriza a coerência partidária: “mudanças de vento” o levaram ao PDS, PFL, PMDB, PPS, PSB e de novo MDB Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Cláudio Humberto
Ex-líder do governo Jair Bolsonaro, Fernando Bezerra (MDB-PE), mesmo sem mandato, é um prodígio: em troca de cargos, o ex-senador apoiou presidentes dos mais diferentes matizes. Não foi diferente agora com Lula, que o recompensou com a ambicionada Codevasf. Na gestão anterior, de Bolsonaro, indicou apadrinhados para a mesma Codevasf, antro de corrupção em vários governos, e “aparelhou” a Chesf, indicando o presidente e um diretor, Hemobrás e Fundação Joaquim Nabuco.
Petistas não esquecem
O ex-senador foi ministro de Dilma, mas, quando o impeachment parecia inevitável, o primogênito Fernando Filho votou pela cassação da petista.
Sopa de letrinhas
Fernando Bezerra não valoriza a coerência partidária: “mudanças de vento” o levaram ao PDS, PFL, PMDB, PPS, PSB e de novo MDB.
Um antro
A Codevasf é o sonho de políticos complicados, como Juscelino Filho, ministro das Comunicações acusado de tráfico de influência no órgão.
Adesista militante
Bezerra apoiou os governos FHC (PSDB), Lula e Dilma (PT), Michel Temer (MDB) e Bolsonaro (PL). E fará o mesmo no próximo governo.
Enteado de Júlio Fidelix é o novo presidente do PRTB
Manobra dá controle do PRTB a sobrinho de Fidelix
A disputa pela presidência do PRTB ganhou um novo capítulo, o enroladíssimo Júlio Fidelix, irmão de Levy Fidelix e que tomou o partido na mão grande da viúva Aldineia Fidelix, deixou o comando da sigla. Quem assumiu foi John Herberthe Calumbia Pinto dos Santos, advogado que tem laço familiar com Júlio: é o afilhado do agora ex-presidente do partido. A troca na presidência, mais uma vez, foi parar na Justiça.
Petição
Nesta quinta (30), Aldineia questionou na Justiça a sucessão. Diz ela que, se Júlio abriu mão da presidência, o processo “perdeu o objeto”.
Pulou fora
Olier Garcia de Almeida, irmão do enrolado governador Antônio Denarium (Roraima), também abriu mão da vice-presidência do partido.
Só caixa postal
A coluna procurou a direção do PRTB para ter um posicionamento sobre a estranhíssima sucessão. Não houve resposta.
Salvo pelo gongo
Favorito para a próxima vaga no Supremo Tribunal Federal, o ministro Benedito Gonçalves (STJ), amigo pessoal de Lula, fez 69 em janeiro. A idade-limite de nomeação era 65 anos, mas passou para 70 em 2022.
Vergonha alheia
A primeira-dama Janja, que ama holofotes, aprontou mais uma. Foi pessoalmente (e discursou, claro) na “inauguração” do letreiro do prédio do Ministério da Cultura. Com claque para garantir aplausos.
Oportunismo recusado
O vereador Chico Filho (MDB), de Maceió, tomou uma invertida de Djavan, após sua oportunista proposta de trocar o nome do bairro Cruz das Almas por Oceano, sucesso do cantor. Djavan não gostou da homenagem e o vereador teve de retirar a proposta.
Relator pepista
O presidente da Câmara, Arthur Lira, levará em conta o Planalto para escolher o relator da regra fiscal, que ainda não tem votos na Câmara. Mas avisou: o nome sairá do PP. André Fufuca (PP-MA) quer palpitar.
Resiliência
A deputada Rosana Valle (PL-SP) tentou reagir positivamente à volta do crescimento do desemprego, em apenas três meses de governo Lula: “nos resta seguir em frente, com resiliência e correr atrás do prejuízo.”
Metamorfose ambulante
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) bateu pé e mandou instalar as comissões mistas para análises de medidas provisórias. Mas enfrenta a clara dificuldade: não há tantos senadores para tantas MPs.
Ator estrangeiro
Virou meme nas redes a notícia de que Tom Cruise foi o ator mais bem pago de 2022, nos EUA, com US$100 milhões em cachês. “Na verdade, Volodymyr Zelensky é o ator mais bem pago: US$18 bilhões”, diz.
Grana mágica
A Marcha dos Prefeitos rendeu frutos para quem foi à Brasília. O governo federal, pressionado, sobretudo com a proximidade das eleições municipais, vai liberar mais emendas (que já estão difíceis de cumprir).
Pensando bem…
…semana que vem, 100 dias serão relativizados: vão virar “pouco tempo”.
DIÁRIO DO PODER – COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO